Divido apartamento com meu melhor amigo. Não cogito voltar pra casa, e não conseguir me sustentar por temer uma jornada de trabalho maior, e por ter eliminado o serviço assistencial como uma possibilidade, me deixam em uma posição frágil em relação ao mercado de trabalho, que tem a fama de ser um dos mais rentáveis da sociedade.
Moro com ele há 3 anos, e nunca brigamos seriamente. Temos muitos interesses e amigos em comum, o que torna a convivência bem agradável.
Minha primeira internação foi há cerca de dois anos, e desde então eu me flagelei algumas vezes.
Ele é um pouco mais novo que eu, e não tem muito entendimento psiquiatrico (acho que ninguem tem até passar por uma situação assim).
Ele não entende como as coisas são intensas e imediatas, e passam rapidamente. Ou como a dor física alivia a dor mental.
Percebi que quando estou em crise como agora. Ele fica escaldado e as vezes fica responsável por alguns medicamentos que eu teimo em abusar. Aos 24 anos ele se transformou em uma babá de uma médica de 26 anos com tendencias suicidas, tendencia a auto flagelação e abuso de substancia. O sonho de qualquer jovem, não é mesmo?
mais uma culpa sob meus ombros
Pensamentos limítrofes
Tentando botar em palavras os terrores e duvidas da minha vida com o transtorno de personalidade Borderline.
quinta-feira, 13 de abril de 2017
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Começando pelo meio
Como não poderia deixar de ser, vamos abrir o livro no meio e cair de paraquedas no meio de um turbilhão de acontecimentos.
Minha companheira também é border e tem um histórico de vida bem trágico. Ela está internada há 1 mês, é minha amiga há mais de 3 anos e eu fiquei simplesmente sem chão. Sem confidente.
Ela me entende de um jeito que é dificil de achar. Você pode tentar entender, mas não o suficiente pra viver na pele a montanha-russa emocional que é sobreviver com isso.
Talvez 'sobreviver' seja a palavra adequada. São restrições com as quais convivo para existir que me fazem não ser plena, mas meia parte do que eu poderia ter sido.
Consigo enxergar as diferenças entre eu e as outras pessoas da minha idade. Ou como meu cognitivo é constantemente prejudicado. Minha próprio corpo já me trai. Defesas medulares que por ser muito, definha em todos os aspectos.
Minha companheira também é border e tem um histórico de vida bem trágico. Ela está internada há 1 mês, é minha amiga há mais de 3 anos e eu fiquei simplesmente sem chão. Sem confidente.
Ela me entende de um jeito que é dificil de achar. Você pode tentar entender, mas não o suficiente pra viver na pele a montanha-russa emocional que é sobreviver com isso.
Talvez 'sobreviver' seja a palavra adequada. São restrições com as quais convivo para existir que me fazem não ser plena, mas meia parte do que eu poderia ter sido.
Consigo enxergar as diferenças entre eu e as outras pessoas da minha idade. Ou como meu cognitivo é constantemente prejudicado. Minha próprio corpo já me trai. Defesas medulares que por ser muito, definha em todos os aspectos.
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